domingo, 1 de outubro de 2017

9. Expiação


No terceiro capítulo, mencionamos a doutrina daexpiaçãoque afirma que, a pena, ou o castigo que justamente mereciam os pecadores mencionados na passagem de I Coríntios 15, foi sofrido e pago pelo sacrifício de Cristo, que morreu na cruz no lugar deles. Como escreveu também o apóstolo Pedro:
I Pedro 3:18 Porque também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no espírito;
Romanos 5:8 Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.
Jesus Cristo, o Filho de Deus (a segunda pessoa da Trindade), veio ao mundo (assumindo uma natureza humana ao nascer, mas não abandonando sua divindade), viveu uma vida perfeita diante do seu Pai celestial, obedecendo a todos os seus mandamentos e, tendo exercido um ministério de pregação e de milagres, foi, por fim, acusado injustamente, castigado e executado em uma cruz pelas autoridades da sua época.1
Essa execução no entanto, não foi somente resultado do intento de homens maus (o que de fato acabou sendo), mas foi também planejada e orquestrada pelo próprio Deus que entregou o seu Filho para morrer no lugar de pecadores:
Atos 2:22-23 Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos;
João 3:16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Não há mais, portanto, uma condenação, um castigo da parte de Deus reservado para os pecadores, escolhidos de Deus, em Cristo, e que creem no Evangelho, porque Jesus sofreu e morreu no lugar deles, satisfazendo portanto, tanto a justiça, quanto o amor de Deus, como diz o apóstolo Paulo em outra epístola:
Romanos 8:1 Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.
Note-se que essa condição (sem condenação) é exclusiva daqueles que estão “em Cristo”. Veremos mais a frente que o estar em Cristo, ou, unido a Cristo, é algo que só pode ser realizado por Deus e aqui há muitos detalhes importantes, mas, pelo menos, pudemos perceber até agora que, a fé no Evangelho, na vida e obra de Jesus, bem como em todo o seu significado, é um elemento essencial para que alguém seja unido a Cristo e receba os benefícios da sua obra de salvação.
A Expiação também é reconhecida pelos teólogos como A Segunda Grande Imputação”. Ou seja, os pecados das pessoas mencionadas ali por Paulo foram “colocados na conta” de Cristo e pagos em seu sofrimento e morte na cruz.

Resumo do Capítulo 9
  • Expiação: a pena que mereciam pecadores foi paga/sofrida por Cristo (I Pe 3:18; Rm 5:8)
  • Jesus Cristo (a segunda pessoa da Trindade):
    1. Assumiu uma natureza humana
    2. Viveu uma vida perfeita e sem pecado
    3. Pregou e realizou milagres
    4. Foi acusado injustamente, castigado e executado em uma cruz
  • A morte de Cristo foi planejada por Deus
(At 2:22-23; Jo 3:16)
  • Não há mais condenação para os que estão “em Cristo” e creem no Evangelho (Rm 8:1)
  • A Expiação é chamada de “A Segunda Grande imputação”

1 Esse é basicamente um resumo do conteúdo dos Evangelhos que iniciam o Novo Testamento: Mateus, Marcos, Lucas e João. É extremamente recomendado ler esses quatro livros com bastante atenção.

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