No
terceiro capítulo, mencionamos a doutrina da
“expiação”
que
afirma que, a pena, ou o castigo que justamente mereciam os pecadores
mencionados na passagem de I Coríntios 15, foi sofrido e pago pelo
sacrifício de Cristo, que morreu na cruz no
lugar
deles.
Como
escreveu
também o
apóstolo
Pedro:
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I
Pedro
3:18
Porque
também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos
injustos, para levar-nos a Deus; sendo, na verdade, morto na
carne, mas vivificado no espírito;
Romanos
5:8
Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por
nós, sendo nós ainda pecadores.
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Jesus
Cristo, o Filho de Deus (a segunda pessoa da Trindade), veio ao mundo
(assumindo uma natureza humana ao nascer, mas não abandonando sua
divindade), viveu uma vida perfeita diante do seu Pai celestial,
obedecendo a todos os seus mandamentos e, tendo exercido um
ministério de pregação e de milagres, foi, por fim, acusado
injustamente, castigado e executado em uma cruz pelas autoridades da
sua época.1
Essa execução no entanto,
não foi somente resultado do intento de homens maus (o que de fato
acabou sendo), mas foi também planejada e orquestrada pelo próprio
Deus que entregou o seu Filho para morrer no lugar de pecadores:
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Atos
2:22-23
Homens
israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem
aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais,
que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem
sabeis; A este que vos
foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus,
prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos;
João
3:16
Porque
Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito,
para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida
eterna.
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Não há mais, portanto, uma
condenação, um castigo da parte de Deus reservado para os
pecadores, escolhidos de Deus, em Cristo, e que creem no Evangelho,
porque Jesus sofreu e morreu no lugar deles, satisfazendo portanto,
tanto a justiça, quanto o amor de Deus, como diz o apóstolo Paulo
em outra epístola:
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Romanos
8:1
Portanto,
agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo
Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.
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Note-se que essa condição
(sem condenação) é exclusiva daqueles que estão “em Cristo”.
Veremos mais a frente que o estar em Cristo, ou, unido a Cristo, é
algo que só pode ser realizado por Deus e aqui há muitos detalhes
importantes, mas, pelo menos, pudemos perceber até agora que, a fé
no Evangelho, na vida e obra de Jesus, bem como em todo o seu
significado, é um elemento essencial para que alguém seja unido a
Cristo e receba os benefícios da sua obra de salvação.
A
Expiação também é reconhecida pelos teólogos como “A
Segunda Grande Imputação”.
Ou seja, os pecados das pessoas mencionadas ali por Paulo foram
“colocados na conta” de Cristo e pagos em seu sofrimento e morte
na cruz.
Resumo do Capítulo 9
(At 2:22-23; Jo 3:16)
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1
Esse é basicamente um resumo do conteúdo dos Evangelhos que
iniciam o Novo Testamento: Mateus, Marcos, Lucas e João. É
extremamente recomendado ler esses quatro livros com bastante
atenção.
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