No versículo seguinte de
nossa passagem Paulo se humilha afirmando que não é digno do seu
chamado para ser apóstolo do Senhor Jesus porque, antes de se
converter, Paulo perseguiu a igreja de Deus:
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I
Co 15:9 Pois
eu sou o menor dos apóstolos, que nem sou digno de ser chamado
apóstolo, porque persegui
a igreja de Deus.
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Paulo
foi anteriormente um fariseu1
que via no emergente movimento cristão uma ameaça à lei de Deus e
à paz da nação de Israel, na época, sob o domínio romano. Por
conta de sua formação, considerava absurda a ideia de um homem
ressuscitar antes do juízo final de Deus (esse posicionamento
assumido por Paulo era recorrente entre os judeus no seu tempo).
Agora, após sua conversão, ele mesmo argumenta da importância da
ressurreição de Jesus Cristo para a fé cristã.
(conferir: I Coríntios 15, versículos de 12 a 23)
(conferir: I Coríntios 15, versículos de 12 a 23)
Além
disso, antes de abraçar o cristianismo2,
Paulo, também conhecido por Saulo3,
entendia que o crescimento do grupo dos cristãos significava um
abandono proporcional das leis e costumes judaicos, o que o levou a
empreender várias excursões onde, com autorização das lideranças
judaicas e romanas, localizava e prendia os seguidores de Jesus.
Ele prossegue testemunhando
que agora trabalha incansavelmente pela Igreja de Cristo, até mesmo
compartilhando que excedeu os seus companheiros de pregação em seus
esforços (os mesmos mencionados como testemunhas da ressurreição
no trecho), mas reconhece que isso é fruto somente do favor
imerecido (graça) de Deus:
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I
Co 15:10 Mas
pela graça
de Deus
sou
o que sou; e a sua graça
para comigo
não
foi vã, antes trabalhei
muito mais do que todos eles;
todavia não eu, mas a
graça de Deus que
está comigo.
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O trecho termina com Paulo
afirmando que, seja pela própria pregação, ou a das pessoas
anteriormente mencionadas, os Coríntios creram na mensagem do
evangelho.
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I
Co 15:11
Então,
ou seja eu
ou
sejam eles,
assim pregamos
e
assim crestes.
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O próprio apóstolo Paulo
então testemunha da fé das pessoas a quem endereçou a carta. O que
está diretamente relacionado com a salvação no começo do trecho,
cujo significado exploraremos um pouco mais nos próximos dois
capítulos.
Resumo do Capítulo 12
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1
Os fariseus foram um grupo de judeus que devotava sua vida ao estudo
e divulgação da Torá (o equivalente aos cinco primeiros livros
das Bíblias atuais, também chamado de “Pentateuco”) bem como
dos demais livros do Velho Testamento. Jesus criticou duramente sua
conduta hipócrita (conferir Mateus 23) e eles perseguiram
implacavelmente os cristãos, daí a conotação popular pejorativa
do termo atualmente.
2
A conversão de Paulo ao cristianismo se deu durante uma incursão à
cidade de Damasco, na antiga Síria, para prender os cristãos. No
meio do caminho, o Senhor Jesus, ressuscitado, apareceu em visão a
Paulo e o questionou sobre o porquê de ser perseguido por ele.
Paulo ficou cego logo depois disso, até que Deus enviou seu servo
Ananias para orar por ele, e assim, Paulo recobrou sua visão e
abraçou a fé cristã. (conferir Atos 9:1-18)
3
O nome Saulo é hebraico e Paulo é um nome romano, pois ele havia
adquirido a cidadania romana (conferir Atos 13:9 e Atos 16:37-38)
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