A
Bíblia, como já vimos nos capítulos anteriores, nos ensina que não
devemos confiar em nada além do amor de Deus, manifesto na obra de
Jesus Cristo na cruz para assegurar a nossa salvação. No entanto,
ela também nos diz que a salvação produz frutos ou resultados na
vida da pessoa e que devemos examinar tais frutos não
como causa
da salvação, mas
como consequência,
evidência
do agir de Deus em nossas vidas.
Devemos sim encontrar, ao longo do tempo, mudanças em nós, na nossa
forma de agir, de pensar, de falar etc.
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2
Coríntios 13:5
Examinai-vos
a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos
a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus
Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.
Tiago
2:17-18
Assim também a
fé, se não tiver as obras, é morta
em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as
obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te
mostrarei a minha fé pelas minhas obras.
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Se
depositamos nossa fé em Jesus para a nossa salvação, somos,
segundo a promessa de Deus, feitos
habitação do Espírito Santo e isso tem consequências em nossas
vidas:
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Gálatas
5:22-25
Mas o fruto
do Espírito
é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade,
fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas
não há lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a
carne, com as suas paixões e os seus desejos. Se vivemos pelo
Espírito, andemos também pelo Espírito. (NVI)
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Vale
notar também a exortação ao final do versículo 25: “...andemos
também pelo Espírito”. Ou seja, mesmo não havendo participação
humana no novo nascimento,1
mesmo que as nossas boas obras tenham origem no próprio Deus,
devemos
nos esforçar em nossa santificação,
em outras palavras “operar”, ou “pôr em ação” a nossa
salvação:
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Filipenses
2:12,13
Assim, meus amados, como sempre vocês obedeceram, não apenas em
minha presença, porém muito mais agora na minha ausência,
ponham
em ação a salvação de vocês
com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o
querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele.
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O
final destes versículos nos ajuda a permanecer humildes diante de
Deus. Foi o Senhor quem operou tanto no nosso querer (a nossa vontade
de obedecer) quanto no nosso realizar (as nossas ações concretas),
de forma que toda a glória e honra pertencem a Deus. Enquanto que o
começo destes dois versículos nos lembra que agir
(aqui soarei redundante) é algo
que fazemos
nós
mesmos,
o final dos versículos nos mostra que esse agir não
resulta de uma força que nasce de nós mesmos,
não resulta dos nossos próprios méritos, é
uma obra de Deus.2
O
Espírito Santo nos levará a viver de forma totalmente diferente de
antes da nossa conversão3.
Até o ponto que poderemos constatar sermos pessoas novas:
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2
Coríntios 5:17
Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as
coisas velhas já passaram; eis que tudo
se fez novo.
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Pode
ser que algumas coisas em nossas vidas levem algum tempo até que se
conformem ao que Deus estabelece em sua Palavra, de fato, a
santificação,4
como mencionamos, é progressiva nessa vida e tem um alvo muito bem
definido, sermos semelhantes a Deus em caráter:
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I
João 3:2
Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o
que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar,
seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.
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Toda
essa transformação nos leva à obediência a Deus, a assumirmos o
seu senhorio5
sobre as nossas vidas, que se evidencia na mesma medida em que
obedecemos à Palavra de Deus:
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Lucas
6:46
E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu
digo?
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No próximo capítulo faremos
uma revisão do que temos visto até aqui e esclareceremos alguns
termos.
Resumo do Capítulo 25
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1
Ou “regeneração”, consulte o capítulo 15 a respeito do “novo
nascimento”.
2
O leitor não habituado à soteriologia (doutrina da salvação)
reformada/evangélica pode estranhar o fato de que somos regenerados
pelo agir unilateral de Deus (o termo técnico em teologia é
“regeneração monergística”), enquanto que depois somos
chamados a agir e trabalhar em nossa santificação, sendo que
novamente é Deus quem operar em nossa vontade e ações. Para um
texto elaborado nesse tópico, recomendamos o capítulo de número 6
da “Teologia Sistemática” (à venda pela editora monergismo e
de graça na internet com autorização do autor) de Vincent Cheung,
no tópico “Santificados”. O trecho relevante se encontra no
seguinte
link:
http://www.monergismo.com/textos/santificacao/cheung_santificado.htm
http://www.monergismo.com/textos/santificacao/cheung_santificado.htm
3
Sobre a conversão, consulte o capítulo 22.
4
Consulte o capítulo 14 (“Salvos para o quê?) no 6º tópico: “A
Santificação”.
5
É por isso que a Bíblia chama a Deus de “o Senhor” e nós, de
seus “servos”.
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